Filtragem química: carvão ativado, permanganato e cupons ISA 71.04
O gás que a filtragem comum não pega
A filtragem mecânica (de partículas) retém poeira, mas não captura gases em nível molecular. Em ambientes com gases corrosivos — H₂S, SO₂, cloro e dióxido de cloro (ClO₂) — o contaminante atravessa o filtro comum, entra no painel e ataca o cobre e a prata da eletrônica. É por isso que salas elétricas 'limpas' continuam apresentando falha: o problema é o gás, não a poeira.

Onde a corrosão aparece
O ataque começa invisível e termina em parada não programada: trilhas e contatos de placas de CLP, barramentos de cobre, terminais e a eletrônica de inversores de frequência. A corrosão migra sobre a placa (creep corrosion) formando caminhos condutivos, e o sintoma são falhas intermitentes difíceis de diagnosticar — até a queima que para o equipamento.

Carvão ativado: adsorção de ampla faixa
O carvão ativado granular (GAC) retém, por adsorção física, uma ampla faixa de gases orgânicos, mercaptanas e compostos de odor. É a mídia base da filtragem molecular, fornecida em pellets, painéis ou filtros cartucho instalados no ar de reposição e na recirculação dos ambientes críticos.

Mídia de permanganato: quimissorção dos gases ácidos
Os gases ácidos e sulfurosos mais agressivos — H₂S, SO₂ e NOx — pedem quimissorção: alumina impregnada com permanganato de potássio (KMnO₄), que oxida e neutraliza o contaminante numa reação química, indo além do que o carvão puro segura. Em plantas de celulose, a configuração mais comum combina as duas mídias em camadas.

Filtros cartucho e pressurização
As mídias são montadas em filtros cartucho, painéis e leitos, dentro de casings dedicados, com pré-filtro de partículas a montante para proteger a mídia. O ar externo filtrado mantém a sala em sobrepressão (pressurização positiva), impedindo a entrada de gás pelas frestas — porque a filtragem só funciona com o ambiente estanque.

Medir para comprovar: ISA 71.04 (G1–GX)
A ANSI/ISA-71.04-2013 classifica a severidade do ambiente pela taxa de corrosão medida em cupons de cobre e prata (angstroms em 30 dias): G1/brando (cobre <300 Å, prata <200 Å), G2/moderado (<1000 Å), G3/severo (<2000 Å) e GX/grave (>2000 Å). Medir antes e depois da filtragem transforma a proteção em dado comprovável — a meta de projeto é o nível G1.

Onde se aplica: salas elétricas, CCM, salas de automação e data centers
A filtragem molecular protege qualquer ambiente onde a eletrônica convive com gás corrosivo: salas elétricas e CCM, salas de automação (CLP e SDCD), salas de controle e data centers — em papel e celulose, petroquímica, química, siderurgia e saneamento. Onde a parada custa caro e o ar tem gás, a proteção é a mesma.
Precisa de filtragem química industrial? Conheça a solução do Grupo Voran.
Ver Filtragem Química e Molecular
